Boleto, cartão e Pix: Entenda as opções para escolher a melhor para sua empresa

Postado em 01 de junho de 2021

Inovação e tecnologia

Tempo de leitura: 4 minutos

Diversidade de alternativas gera inúmeras dúvidas no meio empresarial

A popularização da internet aumentou a necessidade de investimentos em novas formas de pagamento. Por isso, separamos três das maneiras mais populares para explicar seu funcionamento e destacar suas vantagens. São elas:

  • O boleto bancário;
  • O cartão;
  • O Pix.

Continue neste artigo para se aprofundar nesses temas!

Imagem de homem entregando o cartão de crédito para mulher

Quais os meios de pagamento mais usados pelos brasileiros?

A resposta para essa pergunta depende muito da área de atuação da sua empresa. Por isso, para apresentar um panorama mais amplo, vamos nos basear em algumas pesquisas para sustentar os principais pontos que devem ser levados em consideração, independentemente do trabalho realizado.

Primeiramente, vale destacar a importância do dinheiro físico. Afinal, por mais que esse seja um modelo em decadência, muitas pessoas ainda o têm como única alternativa viável.

O pagamento do Auxílio Emergencial, por exemplo, promovido pelo governo federal para aliviar os efeitos econômicos causados pela pandemia, impulsionou a utilização dessa opção. Desde fevereiro de 2020, esse volume cresceu 31,4%, gerando uma demanda tão alta que o Banco Central precisou adiantar o lançamento da nota de 200 reais.

Além disso, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, em 2019, um em cada três brasileiros não possui conta bancária, e lida com suas finanças apenas com o uso de cédulas e moedas. Em números totais, isso representa cerca de 45 milhões de indivíduos, que ajudam a movimentar mais de R$ 817 bilhões na economia nacional todos os anos.

Apesar disso, as três vertentes que introduzimos no início do nosso texto vem em uma crescente constante, e devem ganhar cada vez mais atenção de empreendedores.

Pagamentos por boleto bancário

Conforme dados da pesquisa E-commerce Brasil, desenvolvida em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o pagamento de contas através de boletos bancários é o caminho mais adotado por brasileiros, sendo utilizado por 75% dos consumidores.

Por isso, muitas companhias investem cada vez mais nesse meio, principalmente ao se trabalhar em ambientes virtuais. Sua praticidade é um dos principais atrativos nesse sentido, uma vez que não exige crédito em bancos e é extremamente simples de ser emitido. Além disso, suas taxas baixas permitem trabalhar com a aplicação de descontos.

Uma das principais fraquezas desse modelo também tem sido combatida com o passar dos anos, no caso, a necessidade de pagamentos à vista. Atualmente, empresas como o Mercado Livre permitem o parcelamento de compras no boleto em seu site, facilitando ainda mais as transações.

No entanto, a velocidade dessa categoria ainda é um problema. É muito comum que clientes desistam ou esqueçam de pagar por suas mercadorias, aumentando as taxas de inadimplência. E, quando isso não acontece, a demora para a confirmação e recebimento do valor podem ser outros fatores consideravelmente incômodos.

Pagamentos por cartão

Segundo informações colhidas pela Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (ABECS), a quantidade de compras utilizando esse meio aumentou 18,7% apenas entre os anos de 2018 e 2019. Ao contrário do boleto bancário, sua objetividade pode ser colocada como um dos pilares desse crescimento.

Extremamente cômodo, o cartão também auxilia na redução de inadimplência, uma vez que o empreendedor não arca com cobranças não efetivadas. Nesse caso, a responsabilidade é inteiramente das administradoras. Sua previsibilidade também ajuda na estruturação de projetos em longo prazo, sendo importante para a otimizações internas e para planejamentos financeiros mais eficientes.

Apesar disso, o próprio funcionamento deste modelo de pagamento faz com que seus usuários não sejam muito diversificados. Suas taxas costumam ser mais altas quando comparadas a emissão de boletos, criando a possibilidade de endividamento para uma população que, em média, não possui muito conhecimento econômico.

Ainda assim é uma opção muito válida para negócios que cobram de forma recorrente, como academias e instituições de ensino. Afinal, sua cobrança pode ser feita de maneira automática, o que melhora, ainda mais, seu desempenho no mercado.

Pagamentos por Pix

O Pix tem se tornado a principal tendência dentro da esfera das transações financeiras da atualidade. Além de ser utilizado para compras e vendas, também é uma alternativa para Pessoas Jurídicas receberem por seus serviços.

Essa diversidade representa muito bem o poder dessa opção, que une a praticidade dos boletos bancários com a objetividade dos cartões. Sem restrições de tempo, pode ser utilizado qualquer dia e em qualquer horário, incluindo finais de semana e feriados.

Além disso, é um serviço que pode ser implementado a programas e aplicativos de terceiros, não criando a necessidade da utilização de um sistema próprio. É estruturado em torno de uma chave, que pode ser o CPF, CNPJ, e-mail ou telefone do usuário, aumentando seu nível se segurança. O pagamento é feito aos mesmos moldes de uma transferência incluindo a chave mencionada acima ou posicionando a câmera do celular sobre o QR indicado por quem receberá o pagamento.

Desde o começo, o projeto proposto pelo Banco Central tinha tudo para conquistar os brasileiros. O 9º Relatório de Tendências de Meios de Pagamento da Minsait, publicado em 2020 pela Veja, concluiu que a população nacional quase triplicou o uso de pagamentos pelo celular, que foi de 8%, em 2018, para 21%, em 2019. Apesar de não incluir transações através do Pix em seus cálculos, esses dados indicam um potencial de crescimento extremamente alto para esse modelo.

Existem taxas para a Pessoa Jurídica que variam de acordo com o banco. Além disso, a falta de um intermediário agrada compradores e vendedores, que têm aderido em peso nessa vertente.

Afinal, qual é o modelo de pagamento mais rentável?

Assim como a primeira pergunta que respondemos nesse artigo, essa também depende do mercado em que sua empresa está inserida. O ideal é que seu negócio seja plural e possa oferecer diversas alternativas de pagamento para o consumidor.

Analisar bem as taxas oferecidas pelo seu banco e ficar atento aos hábitos de pagamento de seus consumidores irá mostrar qual é a forma de cobrança que melhor se encaixa ao seu negócio.

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